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19 de Julho de 2017 às 15:57h

Sema envia filhote de macaco a entidade do Rio de Janeiro

Depois de 17 horas de viagem, o animal já está no Centro de Primatologia do Rio Janeiro (CPRJ), onde passa bem e iniciará um processo de reprodução e perpetuação da espécie

       A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) enviou, nesta semana, um filhote de macaco Bugio Ruivo para o Centro de Primatologia do Rio Janeiro (CPRJ), situado em Guapimirim. O macaco, que tem seis meses de vida, saiu do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), em Várzea Grande, na noite de segunda-feira (17.07), e enfrentou 17 horas de voo para chegar ao destino.

       De acordo com a médica veterinária da Sema, Isabela Ferreira, a viagem foi tranquila. O animal chegou nesta terça-feira (18.07), por volta das 13h, passa bem e se prepara para o processo de adaptação ao novo lar. Este é primeiro filhote de primata que a Sema encaminha para o Centro.

       O macaco foi resgatado em janeiro deste ano, no município de Juína (744 km de Cuiabá), pelo BPMPA, em parceria com a Sema. Isabela lembra que a mãe do animal morreu eletrocutada e ele ficou sob os cuidados de uma moradora até as equipes providenciarem o transporte para levá-lo ao batalhão. Em Cuiabá, uma pessoa ficou com a guarda provisória do filhote até que a transferência dele para o Rio de Janeiro estivesse oficializada.

       O CPRJ fica em um cenário florestal integrado ao Parque Estadual dos Três Picos, ocupando uma área de quase 270 hectares, em meio a uma riqueza biótica extremamente significativa. O local possui uma metodologia de trabalho voltada para a manutenção e reprodução das espécies de primatas da Mata Atlântica.

Sobre a espécie

       O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Christiano Justino, explica que a espécie de macaco Bugio Ruivo (Alouatta Puruensis) apresenta uma dentição não muito especializada, alimentando-se de uma grande variedade de alimentos, principalmente frutas. Por isso, são importantes para os ecossistemas onde vivem, sendo os dispersores de sementes e, consequentemente, formadores de florestas.

       Christiano acredita que o processo de reprodução do animal é importante para a conservação genética do patrimônio, porque caso a espécie venha entrar na lista de extinção, haverá uma quantidade de primatas satisfatória para repovoar a natureza. “Essa espécie de animal não pode ser solta no habitat natural, porque elas convivem em bando. Se for solta, corre sérios riscos, devido à rejeição dela por outros grupos de primatas”.

Balanço

       Em dois anos, a Sema, em parceria com o BPMA, resgatou 1.420 animais silvestres em Mato Grosso. Desse total, 153 estão no centro de triagem da sede do Batalhão, em Várzea Grande, outros 1.075 foram soltos na natureza, 49 destinados para criadouros ou guarda provisória e cerca de 140 vieram a óbito.

Denúncia

       Embora neste caso a população tenha feito o resgate do filhote, a Sema orienta que quem presenciar atropelamentos ou outras situações como esta, de abandono, tenha cuidado. Alguns animais silvestres oferecem riscos, especialmente quando machucados. Para outras informações ou mesmo resgate, a Sema orienta ligar para o número 190 da Polícia Militar (PM-MT). Em caso de dúvida, é necessário entrar em contato com a Coordenadoria de Fauna pelo telefone (65) 3613-7291.

Fonte: Sema-MT

Autor: Fernanda Nazário